sexta-feira, 19 de março de 2010
Náo sei se hei de fugir ou morder o anzol
Todos desejam aquilo que não têm... A ponto de se convencerem que o querem na realidade... É fácil falar da segurança do leito das ilusões onde alguns repousam. Eu também aí repousei... Mas o que me dá orgulho é saber que tenho a coragem para arriscar, para não viver num mundo virtual, para cometer erros.... e pagar por eles o preço da ilusão que abarcam, ou então colher os frutos do risco. Mas apercebo-me da instintiva menor flexibilidade com que encaro já muitas coisas. As defesas cujo inconsciente formou que ao largo do tempo aprendi a não ignorar. A luta entre o querer ser capaz de sofrer e o afastamento automático que desenvolvi como método de sobrevivência. Aprendi ao longo do tempo a aceitar-me... o que contudo ainda não acontece totalmente... sobretudo quando existem intervenientes que interessa estarem bem a este mundo. E quando já estou consciente que por viver posso causar indirectamente mágoa e levar também com o ressalto. Isto tudo para chegar à conclusão que os sentimentos não se controlam, nem muitas das reacções que temos, sobretudo considerando períodos de tempo curtos. Estou já pronto de novo a viver, mas não sei até que ponto...
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